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Exóticos de João Badalo

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Diamante de Gould Azul Lutino
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Diamante de Gould Cabeça Preta
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Obs: Portador lutino
Diamante de Gould Cabeca Vermelha
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Diamante de Gould Lutino
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Bengalim do Japão Preto Cinzento
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Bengalim do Japao Perolado Cinzento
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Diamante Mandarim Cinzento Diluido
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Diamante Mandarim Cinzento
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Diamante Mandarim Cinzento Dorso Claro
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Diamante Mandarim Cinzento Bochecha Negra
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Diamante Mandarim Pastel Cinzento
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Diamante Mandarim Pinguim Castanho
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Diamante de Gould Cabeça Laranja
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Diam. de Gould do Século XXI

O diamante de gould é um dos mais belos pássaros exóticos que se podem observar em cativeiro, porque é um pequeno diamante de várias cores. É sobejamente conhecida a sua elegância e beleza, porque até a 30 anos atrás era uma autentica dor de cabeça para os criadores de exóticos. Posso mesmo dizer que era uma autentica frustração para os criadores já consagrados de outras espécies de aves australianas, quando observavam o Chloebia Gouldiae ( ou Erythrura Gouldiae) e verificavam quando as aves chegavam as suas casas morriam sem qualquer explicação lógica.

Complicadas fórmulas de misturas, algumas mesmo com sementes difíceis de conseguir na Europa, com temperaturas superiores a 24ºC e com um grau de humidade relativa entre 50% e 60%, era tudo o que era necessário para então os manter vivos e de boa saúde.

Muitas destas ideias foram seguidas durante décadas.
As "modas" como sempre, são fruto de alguma pressa e impaciência e neste caso foi mesmo assim. As humidades relativas ideais devem ser altas, porque nos países frios os diamantes de gould são mantidos em viveiros com temperatura elevada.

Os estrílidios com a coloração mais variada do Planeta, foram obtidos em capturas realizadas na Austrália. A sua origem selvagem originou alguns inconvenientes, porque as aves foram alojadas em locais onde a humidade era demasiado alta, o que deu origem a fungos que se convertiam numa doença mortal para esta ave, uma vez que as suas defesas naturais não permitiam defender-se com facilidade deste obstáculo desconhecido para a espécie.

REPRODUÇÃO COM BENGALINS
Com o tempo e as sucessivas gerações nascidas em cativeiro, fizeram que estas aves se tornassem mais resistentes, mas não eram capazes elas próprias de chocar e criar os seus próprios filhos. Os diamantes de gould eram então conhecidos como os "filhos" do bengalim do japão ( Lonchura striata domestica ). Com os bengalins conseguia-se triplicar os numero de descendentes de um só casal de goulds.

Com a força da criação com as amas bengalins, conseguiram-se grandes quantidades de exemplares de gould, com as mais diversas cores e mutações.
Tornou-se então um apaixonante mundo , o qual conseguiu que muitos criadores que ate aqui estavam renitentes a criar esta jóia viva da natureza, mudassem de ideias e comecem igualmente a criar goulds.
Na década dos anos 90, a sua criação estendia-se finalmente por toda a Europa a uma velocidade enorme e foi apenas a partir dai que podemos observar diamantes de goulds nas lojas de aves.

CRIADORES NA ACTUALIDADE
Os verdadeiros amantes e admiradores desta espécie, nunca deixaram de lado esta ave de várias cores. Concentraram-se com ainda mais vontade na selecção de melhores exemplares, no que respeita à cor e
forma.

Os diamantes começam a ser difíceis de encontrar de forma habitual nas lojas de aves. Isto faz que quem criou anteriormente, volte a criar novamente goulds, porque a falta desta aves nota-se de imediato.
As aves actualmente são maiores e mais robustas, pois adaptaram-se facilmente a climas duros e a uma alimentação simples.

O que eu procuro actualmente é utilizar exemplares que sejam capazes de chocar e alimentar os seus próprios filhos, pois por experiência própria sei que são aves mais robustas, com mais saúde e que no futuro irão criar igualmente os seus próprios filhos.

SISTEMA DE CRIA EFECTIVO
Colocado de parte o uso de amas ou madrastas no sistema de cria, o que é produtivo no que respeita ao número de aves obtidas, mas não na qualidade desejada.

O melhor sistema é o da cria natural, aves criadas pelos seus próprios pais. É por vezes difícil, mas se conseguir-mos criar assim, as nossas aves serão sempre melhores.
Um dos segredos é utilizar reprodutores que já foram alimentados pelos seus pais.

Eu utilizo gaiolas individuais de 1m, com uma divisória a meio, podendo assim colocar a criar dois casais de goulds.
Nunca experimentei criar em colónia, onde são colocados vários machos e o dobro de fêmeas.
O tipo de ninho é fundamental para o sucesso na criação, porque apesar de existirem imensos modelos, este pequeno pássaro prefere as caixas de madeira com um buraco redondo para entrada.
A escuridão no interior do ninho é muito importante para que a fêmea se sinta segura, confortável e consiga chocar de uma maneira satisfatória.
O controlo dos ninhos por parte de criador é fundamental, porque por vezes existem fêmeas que põem mais ovos dos que podem vir a chocar, e assim teremos de distribuir esses ovos restantes por outros casais.
A média de ovos que cada casal pode chocar, serão 4 ou no máximo 5 ovos.

UM PÁSSARO COM FUTURO
Desde que em 1844 o pintor e ornitólogo inglês John Gould descrevesse o diamante que posteriormente levaria o seu nome, criou-se uma "etiqueta" que é uma das mais bonitas aves do mundo. E é sem dúvida alguma, pois a sua beleza e o seu comportamento fazem que a cada dia existam mais criadores e mais aves.
Temos de confiar nos verdadeiros criadores desta maravilhosa ave australiana, pois são esses que nunca desistem e que desenvolvem a sua paixão a cada dia.
Criado em: 10-01-2008
Actualizado em: 04/09/2010
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